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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O MUNDO, O BRASIL, VIVEMOS UMA CRISE POLÍTICA MUNDIAL ?

 
O mundo está em polvorosa. Na Europa o noticiário repercute a crise egípcia, a volta da incerteza na Tunisia, a trágica continuação da guerra civil síria, os infinitos atentados no Paquistão e Afeganistão, uma rotina de tragédias preanunciadas que vistas de forma superficial, num primeiro instante parecem “coisas do Terceiro Mundo”.

 A China vai encolhendo sua economia, os EUA confiam na recuperação e a Europa se contorce em ajustes sem fim. Se a imprensa ocidental olhasse mais para a nossa política aqui no Brasil, talvez percebesse que nem só na África e no Oriente médio há um desencontro entre o poder e o povo.

 É como que exista algo que não funciona direito na política mesmo nas partes mais longínquas do ocidente como é o caso da América do Sul. Mas o mundo está globalizado pela informação, hiperconectado pela internet, é como se o povo estivesse se sentindo mal representados por quem os comandam. Isso vale tanto para nós como para a Itália, a Espanha, a Grécia ou Portugal, assim como valeu para a Islândia ou pode vir a valer para outras regiões onde, além da crise de legitimidade política, choques culturais e religiosos acrescentem outra crise à de identidade.


 No nosso caso aqui no Brasil, tais sentimentos , possivelmente sejam reflexos ainda das crises financeiras que nos abateu em 2007/2008.
As novas formas de sociabilidade, de comunicação nos obriga praticamente a revermos os nossos conceitos políticos e a nossa própria prática frente aos avanços sociais que a cada momento vão ganhando terreno no pensamento coletivo. A desconfiança nos partidos e nos políticos é generalizada, embora não atinja o mesmo grau em todos os países, nem as instituições desabem ou sejam incapazes de se aprimorar.

A questão é complexa, muitos políticos são responsáveis, em maior ou menor grau.
Todo mundo lembra quando o governo Lula zombou da crise chamando – a de “marolinha”, e isso foi apenas o começo. E continuou tirando onda, como se não fosse preciso ser feito nada para mudar a situação do quadro financeiro do país naquele momento.

Houve, portanto, uma avaliação errada da conjuntura. Mas houve outras barbeiragens. O lulapetismo, arrogante, colocou a lanterna na popa do barco e, rumando para o passado, retomou as políticas dos tempos militares geiselianos como se avançasse intrépido para o futuro.

Todos perceberiam tarde que o cobertor era curto e faltaria dinheiro. Se há problemas, tome maquiagem: o Tesouro se endivida, pega emprestado dinheiro no mercado, repassa-o ao BNDES, que fornece os mesmos recursos aos empresários amigos do rei. Toma-se dinheiro a, digamos, 10% e se concede a 5%. Quem paga a farra: eu, você, os contribuintes todos e os consumidores, pois algo dessa mágica desemboca em inflação.

Esse atual modelo de governo ao invés de preparar o Brasil para um futuro mais eficiente e decente, com regras claras e competitivas que incentivem a produtividade,  retrocedeu ao clientelismo, ao protecionismo governamental e à ingerência crescente do poder político na vida das pessoas e das empresas, com ou sem consciência de seus erros e atos o PT tem muita culpa do que vivemos hoje em nosso país.
A hora dos partidos oposicionistas tomarem uma nova posição e tentar consertar a situação é agora.

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