A
gestão municipal do Assu extinguiu um ato ilegal que havia praticado e
que foi alvo de interpelação da representação do Ministério Público
Estadual da comarca local. Por intermédio do exemplar de terça-feira da
última semana, dia 20, do Diário Oficial do Município, se verificou a
publicação do Termo de Rescisão correspondente ao Processo
Administrativo número 14.480/2011, contrato rescindido número 078/2011,
referente à licitação pública número 022/2011. O contrato em questão foi
firmado com a empresa Eco Propaganda e Marketing, sediada em Natal. O
ato rescisório, com data de 19 de dezembro, foi assinado pelo prefeito
da cidade, Ivan Lopes Júnior, do PP. A atitude do gestor foi em respeito
a uma Recomendação – sob número 009/2011, de 22 de novembro passado –
expedida pela primeira promotora de Justiça da comarca do Assu, Fernanda
Bezerra Guerreiro Lobo. Ao determinar a medida, a promotora de Justiça
registrou que a parceria institucional com a Eco Propaganda e Marketing
Limitada, apontam ‘vício de ilegalidade e ofensa ao princípio da
publicidade’. No mesmo ato a promotora pública determinou que o prefeito
suspenda o pagamento das parcelas a se vencer decorrentes do contrato.
Além disso, determinou que o prefeito remeta à Promotoria, em cinco
dias, a partir do recebimento da Recomendação, informações
circunstanciadas sobre as providências adotadas, sob pena das medidas
judiciais cabíveis. O contrato em questão possui dotação global no valor
de 300 mil reais, segundo descrito na Recomendação ministerial. Numa
das considerações a fiscal da lei registrou que, segundo o que consta do
Inquérito Civil número 15/2011, da citada Promotoria, iniciado a partir
de representação do ex-prefeito Ronaldo Soares, PR, o referido
procedimento licitatório não observou o que determina a legislação
pertinente, ou seja, não se comprovou a publicação do resumo do edital
da tomada de preços no Diário Oficial do Estado e em jornal diário de
grande circulação, pois no caso dos autos, foi divulgado apenas no
Diário Oficial do Município de Assu, não se conferindo a devida
publicidade ao certame, o que restringiu seu caráter competitivo. A
promotora Fernanda Guerreiro salientou ainda que a ausência da devida
publicidade à Tomada de Preços número 22/2011, no que se refere à
publicação de aviso de edital em Diário Oficial do Estado e em jornal
diário de grande circulação, restringiu a competitividade da referida
licitação, de maneira que a única licitante foi a empresa Eco Propaganda
e Marketing Limitada, a qual, entre os anos de 2009 e 2011, realizou,
além do contrato número 78/2011, mais três contratos com o município do
Assu, totalizando valor superior a 500 mil reais. A promotora observou
também que a citada firma, segundo documento constante do Inquérito
Civil instaurado, prestou serviços à campanha do então candidato e atual
prefeito do Assu. Noutra consideração a representante do Ministério
Público Estadual advertiu que negar a devida publicidade aos atos
oficiais pode configurar ato de improbidade administrativa.
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